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Espaço de Susana MariaPorta-te mal, mas com estilo; acima de tudo esforça-te por ser feliz.
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October 15 Olá amigosPasso apenas para agradecer o carinho de todos.
Por falta de tempo, e muito trabalho, mal tenho passado por cá. No entanto, não me esqueço de todos vós.
Lamento não poder visitar todos, pelo menos da maneira que gostaria, por isso deixo um abraço apertado e um beijinho do tamanho da distância que nos separa.
Beijos NINA, JOÃO (robinson), Paulo Coelho, Malu, Porto de Abrigo, Kim, José Aranha, Vitório Gil, Lucas,... e todos os poetas amigos do "Rascunhos & Sentimentos".
Prometo que volto, mas não sei quando... eheheh; Mas tenho a poesia a cozinhar em lume brando...
Beijos para todos
Susana September 22 Gente solitáriaFOME
Sozinhos, no meio de tantos;
Uma multidão grita lá fora.
Porquê?
Para quê?
Ninguém ouve,
Ninguém vê,
Tanta demora!...
Gente com fome
Inquieta,
Gente despida de nada;
Gente desiludida
Sem meta,
Fogo ardente
Que não apaga.
Paus e pedras na mão,
Tudo serve de defesa;
Na palavra, pedem pão,
Um pouco de alimento na mesa.
E o homem rico de outrora,
Hoje nem tem que comer;
Pega ao colo o menino que chora,
Sem saber o que fazer.
E são tantos
Que deste modo,
Sobrevivem, dia após dia;
A pouco mais que pão e água,
Enganam o estomago
Com sabedoria.
O tempo dourado
Também tem fim;
Um dia é da caça,
Outro do caçador...
Ninguém pensou que seria assim,
Mas liberdade, também é dor.
E quando chega a ocasião,
É sábio o povo que diz:
"Sem pão, ninguém tem razão",
Seja o trolha ou o juiz...
Maria Leão
21/09/2008
Por estranho que possa parecer, este é o cenário que se nos depara quase diáriamente, ás portas dos hipermercados.
Quando todos desejávamos estar ainda a descansar, forma-se a fila habitual até que chegue a hora da abertura.
Pés descalços, trajes ainda "mal amanhados", crianças de nariz a pingar...
E é tão estranho!...
Ás 9 horas em ponto,entram de rompante, porta dentro, em busca de um pouco de "calor" para o estômago e para a alma. Muitos querem apenas um pouco de atenção, de alguém que lhes diga bom dia a olhar nos olhos.
"- Diga lá, minha senhora, hoje o que vai ser?"
E a resposta é sempre igual,
"-É o costume..."
E vão ficando... a ver quem entra...quem sai... A ver a vida a correr, como todos os dias.
Esta é a nossa realidade, por estranho que pareça... Muitas vezes não adianta procurar o destino. Ele encarrega-se de nos encontrar...ALGURES
Algures, no meio do tempo,
Procuro o meu ser perdido.
Preso nas cadeias do momento,
Outrora livre... enternecido.
Sem parceiro ou rival,
Ser sem eira nem beira;
Pássaro livre, sem igual;
Leito de pétalas,... simples esteira.
Solta no tempo,
Pr'a lá do vento.
Candeias de luz brilhantes;
Olhar vago no desalento,
Nada volta a ser como antes.
Algures, no meio de nada,
Sigo em frente, no caminho;
Trago apenas a capa e a espada,
E a alma em redemoinho.
Tempo perdido,
Momento enternecido;
No meio de nada,
Uma capa, uma espada...
Pássaro livre,
Estrelas brilhantes;
Caminhos perdidos,
Milhões de viajantes.
Algures,... nem sei bem onde,
O mar uiva agitado.
Ali, onde a alma se esconde;
Algures... num tempo passado.
Maria Leão
21/09/2008
September 15 Tempo,...ou falta dele.Nem sempre temos tempo para fazermos tudo quanto queremos; no entanto o tempo também sobra quando nos falta que fazer.
O ser humano é mesmo assim; inconstante, inquieto, insatisfeito...imperfeito.
Nunca estamos contentes, mas levamos a vida com um sorriso nos lábios para disfarçar as amarguras que nos vão na alma. E vamos sorrindo e encolhendo os ombros (porque no fundo, pouco mais há que encolher)...
Pelos vistos, também eu tenho um sorriso de plástico, hoje...mas amanhã é outro dia e o sorriso também tem que ser outro.
Obrigada a todos que têm passado pelo meu espaço. (In)felizmente eu não tenho tido muito tempo, mas por boas razões, por isso não me queixo. É apenas trabalho (muito).
Boa semana para todos;
Beijos August 17 Nunca sabemos até onde vai a nossa coragem...Solidão
É nos dias difíceis,
Que a solidão nos dá a mão.
Que nos ampara,
Que nos acolhe...
E sem darmos por isso,
instala-se no coração.
É na adversidade,
Que medimos a nossa coragem.
Que nos empurra,
Que nos anima...
E já sem força de vontade,
Lá vamos seguindo viagem.
É no relógio parado,
Num tempo já sem tempo;
Que passou,
Que não passa...
E do tic-tac do relógio
Resta apenas o lamento.
Não há horas boas ou más.
Não há valentia ou coragem.
O tempo, fica p'ra trás,
E a vida, é uma miragem...
Maria Leão
04/08/2008
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